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terça-feira, 12 de julho de 2011

Como Crimpar Cabos de Rede


Atualmente, é comum que existam redes de computadores, não apenas em empresas, onde a rede pode ser composta por centenas de computadores, mas também em casas, onde pode haver uma rede de apenas duas máquinas.
Um quesito muito importante para o funcionamento da rede são os cabos (quando não se tratando de redes sem fio). Afinal, eles são responsáveis pela transmissão de dados, sejam eles referentes à internet, transferência de arquivos entre estações ou ainda ao compartilhamento de impressoras ou algum outro periférico.
Por possuírem tal importância, deve-se ficar atento para que os cabos estejam corretamente arrumados. Para tanto, é necessário que se dê a devida atenção a alguns itens, que vão desde o tamanho máximo que esses cabos podem ter até o modo que seus plugues serão crimpados.
E por falar em “crimpados”, aí está uma palavra que é muito discutida quando o assunto é cabos de rede. Algumas pessoas dizem que o correto é “grimpar”, outras dizem “climpar”, e algumas ainda retiram o “m”, falando apenas “clipar”.
Apesar da palavra ainda não constar nos dicionários (segundo pesquisas nos dicionários Houaiss e Michaelis), a forma mais sensata de pronúncia e escrita é crimpar. A explicação é simples: assim como inúmeras palavras relacionadas ao ramo da informática (tais como mouse, site e HD), a palavra “crimpar” deriva do verbo da língua inglesa “To crimp”, que significa algo como moldar uma superfície (que é mais ou menos o que é feito ao crimpar cabos de rede).

Materiais necessários

Para crimpar seus cabos de rede você vai utilizar as seguintes ferramentas:
  • Alicate de crimpagem;
  • Conectores RJ-45 (um para cada ponta do cabo);
  • Cabo de Rede (também chamado de Cabo de Par Trançado ou Cabo UTP (Unshielded Twisted Pair – falando de modo mais técnico, o modelo mais utilizado é o UTP CAT 5).
Materiais necessários(Fonte da imagem: Baixaki)
Algumas pessoas utilizam estilete para cortar a capa de proteção do cabo, porém o alicate de crimpagem já possui lâmina para o corte, e, ao utilizar estilete, é muito fácil de cortar os fios dos pares trançados do cabo de rede (o que também pode ocorrer ao utilizar a lâmina do alicate). Caso isso ocorra, você deverá iniciar uma nova ponta, cortando fora aquela danificada.

Antes de começar

Antes de iniciar o trabalho, é interessante você saber qual o melhor modo de organizar a sua rede. Existem alguns detalhes que devem ser levados em conta: há limitações quanto ao tamanho máximo do cabo (o máximo recomendado é 100 metros), e há mais de um modo de crimpar a ponta dos cabos, inclusive um que dispensa o uso de HUB/Switch (para mais detalhes sobre o que é HUB/Switch clique aqui), chamado de Crossover ou Cabo Cruzado.
Se você precisar de mais de 100 metros de cabo, o recomendado é que se utilize um HUB/Switch em meio ao trajeto. Isso vale tanto para conectar um computador diretamente ao HUB/Switch quanto para conectar um HUB/Switch a outro, e é chamado de repetição.
Os 100 metros é um tamanho médio aconselhável. Dependendo da qualidade do cabo e da placa de rede utilizados, é possível ultrapassar um pouco esse limite. Tudo dependerá da qualidade do material usado.
Existe também um tamanho mínimo aconselhado, que é de 30 cm. É bom também não deixar o cabo de rede junto a cabos de energia elétrica (como pode acontecer quando se usam canaletas para a instalação), pois os de energia podem gerar uma interferência eletromagnética na transmissão de dados do cabo de rede.

Um pouco mais sobre o cabo

(Fonte da imagem: Baixaki)Ao abrir o cabo de rede, você perceberá que ele possui oito fios coloridos e divididos em pares.
Você verá também que os dois fios de cada par estão entrelaçados, de modo que estão separados em cores.
É comum que esses fios internos sejam chamados apenas de pares. Os pares são trançados justamente para ajudar a evitar que haja interferência eletromagnética na transmissão de dados.

Cuidados com os cabos

É recomendado que, primeiramente, você passe os cabos pelas tubulações desejadas, uma vez que é muito mais fácil realizar tal tarefa com os cabos sem os plugues. Também é aconselhável que não seja feito o reaproveitamento de cabos de rede, pois, quando se faz força para retirar o cabo do local onde ele se encontrava, pode ocorrer a quebra dos fios internos, comprometendo o funcionamento do cabo.
Seja atencioso com a passagem e fixação dos cabos, assim como na hora de crimpar suas pontas. É muito chato quando a rede não está funcionando e, após um tempo tentando fazê-la funcionar, descobre-se que os fios do cabo tinham sido quebrados durante a passagem pela tubulação ou que a crimpagem estava malfeita.

Padrões de ordem dos fios

Antes de iniciar a crimpagem, escolha um dos padrões de sequência para as pontas. Existem dois padrões mais utilizados: eles são conhecidos como EIA/TIA 568A e EIA/TIA 568B. Ambos funcionam perfeitamente.
(Fonte da imagem: Baixaki)

Tipos de cabos

Existem ainda dois tipos de cabo: os cabos diretos e os cabos crossover. Nos diretos, ambas as pontas são feitas utilizando o mesmo padrão, enquanto nos crossover uma ponta utiliza o padrão EIA/TIA 568A e outra o EIA/TIA 568B. Em alguns casos, o padrão de uma delas foge de um desses dois. Isso será explicado logo abaixo.

Cabo direto

Os cabos diretos são utilizados para interligar computadores e HUBs/Switchs. Nestes cabos, as pontas devem ser exatamente iguais, pois, caso contrário, a transferência de dados não irá ocorrer. O padrão utilizado em um dos cabos deverá ser o mesmo na rede inteira.
É verdade que você pode criar a sua própria sequência e utilizá-la em sua rede, entretanto, é extremamente aconselhável que você utilize uma dessas duas sequências sugeridas, não apenas por questões de funcionamento correto, mas também por questões de padronização. Se outra pessoa precisar corrigir algum problema em seus cabos, ela saberá qual é a sequencia utilizada e será muito mais fácil para solucionar o problema.
Os padrões são dessa forma, pois foram os melhores modos encontrados para que houvesse o mínimo possível de interferência eletromagnética no cabo, seja esta externa ou gerada pelo próprio cabo, e é justamente por isso que os pares são trançados entre si.
Se você desejar usar uma sequência própria por achar muito difícil crimpar o cabo utilizando uma das duas sequências mencionadas, tenha em mente que você terá grandes chances de ter uma rede que não funcione com desempenho total ou até mesmo que não venha a funcionar.

Crossover

Cabos crossover são utilizados para interligar dois computadores diretamente, dispensando o uso de um HUB ou Switch. Nesse caso, se você precisar compartilhar a internet, será necessário que um dos dois computadores possua duas placas de rede. Em uma delas você ligará o cabo crossover e em outra o cabo da internet, o qual será um cabo direto. Os cabos crossover também são utilizados para ligar um HUB/Switch a outro.
Ampliar(Fonte da imagem: Baixaki)
Há um detalhe importante: se as placas de rede dos computadores forem placas com velocidade de 1000 Mbits (o que é bastante comum), você deverá utilizar outro padrão, um pouco diferente dos EIA/TIA 568A e EIA/TIA 568B, em uma das pontas para que a transmissão de dados possua a maior velocidade possível. Caso contrário, a velocidade máxima utilizada será de 100 Mbits. A rede funcionará normalmente, porém não na velocidade total.
Existem dois padrões para esse tipo de crossover. Dependendo do padrão que você escolher para a outra ponta do cabo, seja EIA/TIA 568A ou EIA/TIA 568B, você deverá escolher uma das duas para a outra ponta. Observe nas imagens abaixo os padrões de crossover para redes de 1000 Mbits.
(Fonte da imagem: Baixaki)

Auto Crossover

Atualmente, a tecnologia Auto MDI/MDIX, criada pela Hewlett Packard, detecta automaticamente o tipo de cabo necessário e configura a transmissão dos dados apropriadamente. Assim, não é mais imprescindível o uso de cabos crossover nessas situações.
HUBs, Switches e placas de rede comumente têm a tecnologia auto-MDIX, o que facilita a conexão entre computadores e HUBs ou Switches. Se um dos dispositivos envolvidos possuir a tecnologia, o crossover é automatizado. Esse tipo de cabo só se faz necessário quando ambos os componentes não possuem essa tecnologia (basta conferir nas especificações de uma placa, HUB ou Switch).

Detalhes do alicate

Antes de iniciar, observe o alicate de crimpagem. Nele, existem dois tipos de guilhotinas: uma para desencapar os cabos e outra para aparar os fios. Em alguns casos, existe um sulco no qual o cabo deve ser inserido para ser descascado. Existe também um conector no qual serão crimpados os conectores RJ-45.
Ampliar(Fonte da imagem: Baixaki)
Agora que você já sabe os tipos de cabo e quando deve usá-los, e também já conhece o alicate de crimpagem, é hora de começar o trabalho. Escolha um padrão de sequência para as pontas dos cabos e lembre-se de usar apenas esse padrão em toda a rede (salvo em casos de conexão de HUB/Switch com outro HUB/Switch, que é quando se faz necessário o uso de cabo crossover). Veja agora como crimpar os cabos.
Corte um pedaço da capa do cabo. Faça isso colocando o cabo no compartimento para descascar a capa, girando o alicate, de modo que a capa que envolve o cabo seja cortada. Não utilize muita força, pois se fizer isso, você poderá cortar um dos fios internos do cabo. Caso isso ocorra, reinicie o processo.
Ampliar(Fonte da imagem: Baixaki)
Os cabos coloridos estarão separados em pares, e cada par possui uma cor específica. Separe os cabos estique-os para deixá-los bem lisos, ficando mais fácil e eficiente de se trabalhar com eles.
Fios separados e esticados(Fonte da imagem: Baixaki)
Separe as pontas na ordem correta, e, utilizando a lâmina para aparar os fios, corte-os de modo que fiquem bem alinhados. Após isso, insira-os no conector RJ-45. Com a trava virada para baixo e com as pontas metálicas viradas para a sua direção, interprete a sequência que vai de um a oito, contado da esquerda para a direita.
Não deixe que os fios coloridos fiquem para fora. A capa do cabo deve ficar dentro do conector RJ-45, quase até a metade do conector. Se isso não ocorrer, diminua o tamanho dos fios internos até que isso ocorra.  Observe as fotos abaixo e veja como seu cabo deverá ficar ao final do processo.
(Fonte da imagem: Baixaki)
Certifique-se de que todos os fios coloridos estão chegando até o final do conector, de modo que quando você for crimpá-los, as placas douradas encostem em todos os fios coloridos. Caso isso não ocorra em todos os fios, não haverá contato entre o fio e a placa dourada, e os dados não serão devidamente transmitidos.
Fios chegando até o final do conector(Fonte da imagem: Baixaki)
Após ter se certificado de que os fios estão chegando até o final do conector, insira-o no compartimento do alicate para finalmente crimpar o cabo. Insira o conector conforme mostrado na imagem abaixo e pressione o alicate com força para que as travas metálicas encostem nos fios coloridos. Após isso, analise o conector e verifique se todas as travas estão abaixadas. Caso alguma não esteja devidamente abaixada, repita o processo.
Conector inserido no alicate(Fonte da imagem: Baixaki)
Sua rede está pronta! Agora é hora de configurar os computadores e finalizar o trabalho para que você possa compartilhar dados na rede. Você pode conferir outros artigos que explicam como fazer as configurações de rede nos links abaixo:
Leia Mais no Tecmundo

O Que é OEM?


Adquirir produtos originais nem sempre é tarefa fácil. Muitos consumidores que buscam agir na legalidade acabam encontrando dificuldade para identificar se estão comprando o aplicativo que desejam. Muitas vezes, a dúvida permanece em único quesito: devo optar por um software OEM?
Essa mesma situação ocorre com compradores que desejam atualizar a configuração de hardware. O duelo entre os produtos “BOX” e “OEM” é famoso, porém, as justificativas que são dadas para que os consumidores busquem peças OEM nem sempre são verdadeiras. Como de praxe, o Tecmundo sanará algumas dessas dúvidas hoje.

O que significa OEM?

A sigla OEM significa “Original Equipment Manufacturer”, que em português quer dizer “Fabricante Original do Equipamento”. Produtos com o “selo” OEM não são fabricados para a venda direta ao consumidor. Esses itens são produzidos especialmente para montadoras. A lista de empresas que usa softwares e peças OEM é bem grande. Entre tantas marcas, temos a HP, a Dell, a Positivo, a Sony e muitas outras.
Drive de DVD da Sony que aparenta ser um OEM (Fonte da imagem: Divulgação/Qurren)
Computadores com aplicativos OEM, normalmente, vêm com os softwares devidamente instalados. Entretanto, eles não são idênticos aos que são comprados em uma loja de informática. Os aplicativos OEM não vêm com caixa, manual, cabos e disco de instalação. Contudo, o conteúdo propriamente dito é exatamente o mesmo.

Por que tão barato?

O primeiro motivo para o preço cair significativamente é a aquisição em grandes quantidades. Como você deve imaginar, a HP, por exemplo, vende uma quantidade significativa de computadores. Com isso, ela firma contratos com as fabricantes para adquirir licenças (do Windows, Office e outros) e dispositivos de hardwares (processadores, memórias e tudo mais que for necessário) aos milhares.
Outro motivo para a redução do custo é a garantia mais curta. As montadoras tendem a oferecer o mesmo tempo de garantia para toda a máquina, fator que faz com que as fabricantes (do software ou do hardware) não precisem se preocupar com manutenções de um produto por um tempo prolongado.
Produtos OEM da Microsoft (Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)
A terceira grande razão para que um produto OEM seja mais barato é a falta de “beleza”. Se tomarmos um processador como exemplo, seja um AMD ou um Intel, podemos ver que os modelos BOX vêm com caixa, manual, cooler e demais itens. Já se for um modelo OEM, ele não trará nada disso, o que reduz o custo final.

A ilegalidade sempre presente

Como você pôde perceber, os produtos OEM são fabricados exclusivamente para montadoras de PCs. Itens de hardware, em sua maioria, e softwares OEM que são vendidos em sites de informática, por exemplo, são comercializados ilegalmente.
Placa exclusiva para montadoras (Fonte da imagem: Reprodução/AMD)
Salvo raras exceções, os produtos OEM não são direcionados ao consumidor final, justamente porque a fabricante teria um prejuízo absurdo em vender poucas unidades. Se você estiver buscando adquirir um processador, por exemplo, até pode conseguir um modelo OEM direto com o fabricante. Todavia, se a CPU em questão estiver sendo vendida em algum site, que não seja o oficial, pode ter certeza de que é um produto ilegal.

O barato pode sair caro

Na onda de adquirir produtos OEM para aproveitar os preços reduzidos, alguns consumidores são enganados facilmente. Muitos vendedores usam de astúcia para se livrar de produtos usados, pois considerando que os produtos OEM não têm caixa nem outros itens de fábrica, tudo que o vendedor faz é colocar o item usado em uma embalagem qualquer e repassar como se fosse um OEM.
O truque usado pelos vendedores é meio óbvio, porque, além de não precisar fornecer uma embalagem original, eles não precisam se preocupar com o aspecto físico. É muito difícil o comprador identificar que o produto já foi utilizado, salvo exceções (como nos processadores, que é bem fácil perceber que já foi utilizada pasta térmica).

Produtos Exclusivos

Os softwares OEM dificilmente são exclusivos para computadores das montadoras, pois, de maneira geral, as desenvolvedoras desejam vender o mesmo produto para consumidores que adquiriram um PC com os aplicativos já instalados, como também para os compradores que optaram por obter o programa separadamente.
Placas de vídeo AMD Radeon exclusivas para as montadoras (Fonte da imagem: Reprodução/AMD)
Já os componentes de hardware diferem um pouco. As fabricantes, como a NVIDIA e a AMD, fornecem placas de vídeo exclusivas para o setor OEM. Isso significa que é impossível possuir determinados modelos de placas, visto que somente as montadoras terão acesso a elas. Em geral, os produtos “exclusivos” não são top de linha, de modo que o consumidor final não perde nada em adquirir um dos demais componentes disponíveis (que quase sempre são mais fortes que os OEMs).

O que você pensa sobre esses produtos?

De maneira geral, os produtos OEM não são piores que os comuns, todavia, eles deixam o consumidor sem a embalagem original e alguns outros itens. A garantia é um dos principais fatores que faz com que muitas pessoas não busquem esses tipos de produtos, ainda mais que as fabricantes não cobrem os produtos vendidos por terceiros.
Enfim, ocorre que muita gente já adquiriu produtos OEM, mas isso não significa que elas possuem um produto de baixa qualidade. Você tem algum componente ou software OEM em seu PC? Qual sua opinião sobre o comércio desses produtos? Deixe seu comentário!
Fonte: Tecmundo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Como Limpar Monitores LCD e de Plasma



A fragilidade de monitores LCD e de plasma é responsável por muita preocupação na hora de limpá-los. Quais produtos deve-se usar? Quais não se deve, de jeito algum? Com essas dicas do Baixaki, você acaba com suas dúvidas e também com as manchas do seu monitor, confira!
Monitores CRT (aqueles de tubo) têm tela de vidro, logo, qualquer produto de limpeza de vidros pode ser utilizado nesse tipo de monitor. Já LCD não têm esse vidro, e, portanto, são muito mais sensíveis. O plasma, apesar de ter um substrato de vidro, também é bastante sensível. Logo, a limpeza deles requer cuidados especiais.


O que é proibido?


Não use químicos como detergente, desinfetantes e qualquer outro produto que tenha acetona, amônia, álcool etílico, tolueno ou cloro metano como um de seus componentes. As reações causadas pelo uso dessas substâncias acarretam sérios danos ao monitor, como o desbotamento das cores ou a “morte” de pixels (leia aqui um artigo especial sobre pixels mortos).


Toalhas de papel, papel higiênicos, lenços de papel e camisetas também devem ser evitados, pois materiais desse tipo podem riscar a tela. Muitas vezes recorremos a esse tipo de utensílio, pois estão quase sempre à mão, mas eles podem causar danos permanentes ao seu monitor.



Produtos seguros


O maior aliado da limpeza, neste caso, é a maciez. Algodão, panos de microfibras muito macios e pincéis são ideais, visto que não danificam a superfície. Combinados, eles constituem um kit capaz de combater qualquer tipo de sujeira.


As bordas


As bordas de monitores LCD e plasma geralmente são feitas de um material resistente, portanto, é possível esfregá-los com certa força, mas sempre com atenção para não atingir a tela.



Limpeza básica


Para começar, é recomendável desligar o seu monitor. Assim, você pode observar a condição da tela e identificar os focos de sujeira. Se você perceber que há alguma sujeira mais sólida, remova-a antes de esfregar para evitar riscos. Use um pincel macio (cerdas duras podem danificar a tela) ou então ar comprimido para isso.


Se o monitor não apresenta manchas de dedos e gorduras, e você quer apenas se livrar da poeira que normalmente se acumula, um simples pano seco e macio deve dar conta do recado. A principal dica aqui é nunca fazer pressão sobre uma tela de LCD. Apenas passe o pano macio com movimentos leves e a poeira deve sair sem esforço.



Pingos e respingos de líquidos diretamente na tela do monitor ocorrem com certa frequência. Limpe-os imediatamente, de preferência com um pano ou algodão seco, pois, caso sequem, poderão deformar a tela.


Limpeza mais pesada


Marcas de dedo são comuns em monitores, praticamente inevitáveis. Se o pano seco não for suficiente, a melhor dica é utilizar produtos específicos para limpezas de telas desse tipo. Eles são facilmente encontrados em lojas de informática. Diversas fabricantes consagradas têm produtos específicos para limpeza de monitores. Há também soluções para limpeza de eletrônicos, também recomendadas, pois evaporam rapidamente e não grudam na tela. Nesse caso, procure por produtos que tenham componente antiestático, assim a poeira não gruda com tanta facilidade.



Apenas lembre-se sempre de nunca espirrar a solução de limpeza diretamente na tela, pois ele pode escorrer para os componentes internos do monitor. Use o spray no pano para, então, passá-lo na tela. Não é necessário exagerar na quantidade do produto.


Se não tiver um produto específico, a água pode ser uma solução. Utilize um pano levemente umedecido, passando-o com delicadeza. Levemente mesmo, poucas gotas de água bastam. Novamente, lembre-se de não molhar a tela diretamente, e sim molhar o pano.


Um chumaço de algodão umedecido também ajuda. Apenas atente para remover eventuais fiapos restantes com pano macio seco.



Sempre que utilizar produtos líquidos para limpar uma tela, lembre-se de remover o excesso com um pano macio seco. Também não se esqueça de ligar o monitor somente quando ele estiver completamente seco.


Não vire as telas de plasma!


Caso o faça (entenda “virar” como um giro de 90° na horizontal, “deitando” o monitor), deverá esperar pelo menos seis horas para levantá-lo (devido à natureza do produto). Também evite deixar uma mesma imagem congelada na tela por muito tempo, pois a exposição das células de gases (responsáveis por gerar a imagem) à mesma corrente elétrica durante períodos elevados pode marcar a tela (algo que não acontece em monitores e TVs com a tecnologia LCD).


Outras dicas


  • Mantenha o seu notebook fechado para que a tela não acumule sujeira;
  • Se você sofre frequentemente com sujeiras, uma dica é pesquisar por capas ou películas protetoras.


Leia mais no Baixaki

Como Limpar Monitores LCD e de Plasma



A fragilidade de monitores LCD e de plasma é responsável por muita preocupação na hora de limpá-los. Quais produtos deve-se usar? Quais não se deve, de jeito algum? Com essas dicas do Baixaki, você acaba com suas dúvidas e também com as manchas do seu monitor, confira!
Monitores CRT (aqueles de tubo) têm tela de vidro, logo, qualquer produto de limpeza de vidros pode ser utilizado nesse tipo de monitor. Já LCD não têm esse vidro, e, portanto, são muito mais sensíveis. O plasma, apesar de ter um substrato de vidro, também é bastante sensível. Logo, a limpeza deles requer cuidados especiais.


O que é proibido?


Não use químicos como detergente, desinfetantes e qualquer outro produto que tenha acetona, amônia, álcool etílico, tolueno ou cloro metano como um de seus componentes. As reações causadas pelo uso dessas substâncias acarretam sérios danos ao monitor, como o desbotamento das cores ou a “morte” de pixels (leia aqui um artigo especial sobre pixels mortos).


Toalhas de papel, papel higiênicos, lenços de papel e camisetas também devem ser evitados, pois materiais desse tipo podem riscar a tela. Muitas vezes recorremos a esse tipo de utensílio, pois estão quase sempre à mão, mas eles podem causar danos permanentes ao seu monitor.



Produtos seguros


O maior aliado da limpeza, neste caso, é a maciez. Algodão, panos de microfibras muito macios e pincéis são ideais, visto que não danificam a superfície. Combinados, eles constituem um kit capaz de combater qualquer tipo de sujeira.


As bordas


As bordas de monitores LCD e plasma geralmente são feitas de um material resistente, portanto, é possível esfregá-los com certa força, mas sempre com atenção para não atingir a tela.



Limpeza básica


Para começar, é recomendável desligar o seu monitor. Assim, você pode observar a condição da tela e identificar os focos de sujeira. Se você perceber que há alguma sujeira mais sólida, remova-a antes de esfregar para evitar riscos. Use um pincel macio (cerdas duras podem danificar a tela) ou então ar comprimido para isso.


Se o monitor não apresenta manchas de dedos e gorduras, e você quer apenas se livrar da poeira que normalmente se acumula, um simples pano seco e macio deve dar conta do recado. A principal dica aqui é nunca fazer pressão sobre uma tela de LCD. Apenas passe o pano macio com movimentos leves e a poeira deve sair sem esforço.



Pingos e respingos de líquidos diretamente na tela do monitor ocorrem com certa frequência. Limpe-os imediatamente, de preferência com um pano ou algodão seco, pois, caso sequem, poderão deformar a tela.


Limpeza mais pesada


Marcas de dedo são comuns em monitores, praticamente inevitáveis. Se o pano seco não for suficiente, a melhor dica é utilizar produtos específicos para limpezas de telas desse tipo. Eles são facilmente encontrados em lojas de informática. Diversas fabricantes consagradas têm produtos específicos para limpeza de monitores. Há também soluções para limpeza de eletrônicos, também recomendadas, pois evaporam rapidamente e não grudam na tela. Nesse caso, procure por produtos que tenham componente antiestático, assim a poeira não gruda com tanta facilidade.



Apenas lembre-se sempre de nunca espirrar a solução de limpeza diretamente na tela, pois ele pode escorrer para os componentes internos do monitor. Use o spray no pano para, então, passá-lo na tela. Não é necessário exagerar na quantidade do produto.


Se não tiver um produto específico, a água pode ser uma solução. Utilize um pano levemente umedecido, passando-o com delicadeza. Levemente mesmo, poucas gotas de água bastam. Novamente, lembre-se de não molhar a tela diretamente, e sim molhar o pano.


Um chumaço de algodão umedecido também ajuda. Apenas atente para remover eventuais fiapos restantes com pano macio seco.



Sempre que utilizar produtos líquidos para limpar uma tela, lembre-se de remover o excesso com um pano macio seco. Também não se esqueça de ligar o monitor somente quando ele estiver completamente seco.


Não vire as telas de plasma!


Caso o faça (entenda “virar” como um giro de 90° na horizontal, “deitando” o monitor), deverá esperar pelo menos seis horas para levantá-lo (devido à natureza do produto). Também evite deixar uma mesma imagem congelada na tela por muito tempo, pois a exposição das células de gases (responsáveis por gerar a imagem) à mesma corrente elétrica durante períodos elevados pode marcar a tela (algo que não acontece em monitores e TVs com a tecnologia LCD).


Outras dicas


  • Mantenha o seu notebook fechado para que a tela não acumule sujeira;
  • Se você sofre frequentemente com sujeiras, uma dica é pesquisar por capas ou películas protetoras.


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Como São Construídas as Lentes de uma Câmera


Você sabe como são feitas as lentes da sua câmera fotográfica? (Fonte da imagem: Divulgação/Carl Zeiss)

O conjunto ótico de uma câmera, popularmente chamado de lente, é a parte mais frágil e cara de uma máquina. Assim como o seu manuseio e a sua limpeza requerem cuidados especiais, a montagem de um conjunto de lentes é um processo que exige atenção total e a experiência de profissionais qualificados.


A começar pela fabricação e corte do vidro especial, passando pela montagem e finalizando com o produto pronto, existe um rígido controle de qualidade e tudo é milimetricamente ajustado. Conheça um pouco mais a respeito desse processo tão importante.


As partes de um conjunto de lentes


O nome “conjunto ótico” existe porque esse equipamento não é uma peça única, muito menos é constituído de apenas uma lente. A quantidade de lentes utilizada na montagem de um conjunto ótico varia de acordo com o seu tipo e tamanho, e pode haver vários modelos de construção:


Diferente modelos de montagem para diferentes tipos de conjuntos óticos (Fonte da imagem: Wikipedia/Paul Chin)

Para se construir um conjunto desses são utilizadas diversas lentes (solitárias ou em pares); partes móveis que servem para acomodar os componentes de vidro e que, posteriormente, permitem que o fotógrafo ajuste o foco e a aproximação (se houver); e, por fim, o diafragma, que se encontra no meio do equipamento.


Existem diversos métodos para essa montagem e cada fabricante utiliza aquele que atende melhor à sua realidade, porém existe um importante ponto em comum: o trabalho ainda é muito humano, com inspeções manuais entre todas as etapas. Esse é um dos motivos do seu custo tão elevado. Este vídeo, em inglês, mostra um método quase que totalmente manual de fabricação de lentes para câmeras SLR:



Etapas da construção de um conjunto ótico

Fabricação do vidro


Assim como para as lentes de óculos, existe um tipo especial de vidro que é utilizado na fabricação de conjuntos óticos de máquinas fotográficas. Ele precisa ser perfeitamente transparente, sem imperfeições, bolhas de ar, riscos e impurezas, além de possuir diversas outras características físicas e químicas. Isso faz com que esse tipo de vidro seja muito mais caro do que o normal.


Placas e cilindros de vidro ótico (Fonte da imagem: Divulgação/Isuzu Glass)

Nem todas as lentes são feitas de vidro, no entanto. Os modelos mais simples podem ter outras composições, como plástico (Plexyglass, uma espécie de acrílico) e fluorita, mas a diferença dificilmente é notada visualmente no equipamento.


Os materiais alternativos são usados, além da questão financeira, para a fabricação de modelos de lente com formatos que as propriedades do vidro ótico tornariam impossíveis. Existem pessoas que afirmam que a qualidade da fotografia é levemente comprometida com o uso de lentes plásticas, porém atualmente os fabricantes procuram diminuir ao máximo essa perda, para o bem do fotógrafo.


A fabricação do vidro ótico passa por diversos processos até se tornar uma lente polida e no formato correto. Ele normalmente sai da indústria que o fabricou no formato de uma grande folha de vidro, que será cortada com equipamentos de precisão posteriormente, na indústria que irá construir a lente. Veja neste vídeo, em inglês, o processo de fabricação do vidro ótico:



Corte, polimento e alinhamento


As folhas de vidro ótico podem ser cortadas e preparadas de diversas formas, porém, independente da maneira como isso é feito, o processo sempre visa cortar e polir os pedaços de vidro para que se tornem lentes perfeitas.


Nessa etapa, é muito importante que os profissionais envolvidos tomem cuidado com sujeiras que podem se instalar no material, e com pequenos riscos e imperfeições. Se o vidro não estiver perfeito, não serve para esse propósito.


É no polimento e corte que cada lente ganha o seu formato, de acordo com o seu papel na construção do equipamento. Cada tipo de conjunto requer lentes individuais com formas bem características, e é isso que irá diferenciar um tipo de conjunto ótico do outro, depois.


Corte mostrando o modelo de construção da lente, que é único para aquele modelo (Fonte da imagem: Wikipedia/Hanabi123)

Por exemplo, lentes 50 mm fixas têm na sua construção lentes individuais de formatos próprios, diferentes, por exemplo, das que estão presentes em um conjunto 70-300 mm. A fisheye (“olho de peixe”), ou grande angular, consegue captar imagens em um ângulo de até 180° justamente pelas características de formato das lentes que a compõem.


São necessários equipamentos com muita precisão para que o formato das lentes não seja nem um milímetro diferente do que é necessário. Tudo é medido eletronicamente, porém o acompanhamento humano nessa etapa é imprescindível.


Primeira montagem


Antes de encaixar todas as partes em um conjunto pronto para o uso, é preciso fazer uma primeira montagem dos equipamentos. É que algumas das lentes que vão dentro do conjunto da sua máquina são grudadas entre si, utilizando um tipo de cimento ótico totalmente transparente.


Para entender quais partes são unidas dessa forma, olhe as imagens dos tipos de construção dos conjuntos, mostradas no começo do artigo. Algumas lentes côncavas e convexas parecem se complementar, e isso, de fato, ocorre. Veja neste vídeo outro tipo de método de fabricação, que mostra como essas lentes são coladas (isso pode ser visto a partir do minuto 6 do vídeo):



Montagem do conjunto


Agora que todas as partes estão prontas, elas precisam ser montadas em um único equipamento, utilizando um corpo de plástico, metal e borracha, que possui partes móveis e também tem o seu formato determinado pelo tipo de conjunto que será montado.


Esse corpo é utilizado como suporte para os conjuntos de lentes e possui anéis externos que permitem que o fotógrafo mude a aproximação (popularmente chamada de zoom) e o foco da imagem. A montagem é geralmente feita por um profissional manualmente, para garantir uma maior perfeição do conjunto.


A construção da lente é feita de forma cuidadosa e manual (Fonte da imagem: Reprodução/Discovery Channel)

Entre as lentes existem alguns separadores, que garantem que exista o espaço correto que é necessário para que a lente seja funcional. Tudo isso precisa estar milimetricamente ajustado, para não causar distorções na imagem.


O processo de fabricação de uma lente custa caro, pois a precisão necessária faz com que a mão de obra especializada custe muito dinheiro. É diferente da fabricação do corpo da câmera, que não requere tanta precisão, e isso faz com que, muitas vezes, a lente custe mais caro do que o corpo. Veja este vídeo, que mostra a montagem de uma teleobjetiva Canon, e note como o processo é manual e individual:



Quando o conjunto de lentes está montado e finalizado, diversos testes são feitos para que seja assegurada a qualidade do foco, da aproximação, das partes eletrônicas etc... Tudo precisa funcionar corretamente para chegar às mãos do cliente sem problemas.  


O controle de qualidade é rigoroso durante todo o processo, justamente para garantir que, ao chegar a esse estágio, nenhum problema seja encontrado, o que seria um desperdício de tempo e dinheiro.


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